"Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou serei o teu?"
Clarice Lispector



sexta-feira, 2 de março de 2012

POESIA DE FLORBELA ESPANCA




De ti somente um nome sei, amor.
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que esta paixão doida e constante 
Dia após dia cresça com vigor! 

Como de um sonho vago e sem fervor
Nasce uma paixão assim tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor! 

Isto era só quimera, fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia, 
Perfume leve dum rosal do céu...

Paixão ardente, louca isto é agora, 
Vulcão que vai crescendo hora por hora... 
O meu amor, que imenso amor o meu! 

Florbela Espanca


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